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Poemas - Hiroaki Samura II

domingo, 21 de junho de 2009

Quando os frutos do quintal amadurecerem,
As crianças se reunirão no monte Oidara
Encostaram seus rostos no fruto pribido
Dezesseis tem a menina, cantando uma canção de outono.
Durma, montanha.
Não chore, menino.
Durmam, rios.
Não chora, menina.

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Geada na vila de Manji
As crianças se reúnem, eufóricas
As aparências não mudam
Mas a saude continua nas histórias
Durma, montanha.
Não chore, menino.
Durmam, reios.
Não chore, menina.


Mais um dos poemas de Hiroaki Samura, esse eu ja acho melhor que outro. Extraído da Edição 14 de 'Blade a lamina do imortal".

Quem é Hiroaki Samura ?

sexta-feira, 19 de junho de 2009

O autor Hiroaki Samura nasceu no dia 17 de fevereiro de 1970, na província de Chiba, próxima à Tokyo.

Depois de terminar a faculdade, Samura deixou os estudos e resolveu tentar a carreira de Manga-ka (autor de mangá). Após vencer um concurso na revista japonesa Afternoon da editora Kodansha, Samura tornou-se um desenhista brilhante e tornou sua arte uma das mais ousadas.

Desde suas primeiras idéias sobre quadrinhos, ele imaginava como criar uma história tendo como tema principal a vida eterna. Pensando nisso, descobriu algo interessante sobre a morte no Bushidô (o famoso código de ética dos samurais): a obrigação de um samurai de se suicidar quando julgava ter perdido a honra. Desta forma, a morte era uma parte muito importante da vida e para um samurai desonrado, suicidar-se era um jeito de vencer a morte e de se purificar dos atos desonrados.

Então o que aconteceria se um guerreiro não morresse nunca? Foi pensando nisso que Hiroaki Samura criou Blade – A Lâmina do Imortal, que é a mistura de uma sensibilidade moderna com a forma clássica de se contar um Jidai Geki, como são chamadas aquelas histórias baseadas no Japão antigo, e que geralmente narram aventuras de samurais.

Uma história premiada e ambiciosa

Para criar o estilo e a arte presente em Blade, Hiroaki baseou-se nos desenhos de um antigo artista chamado Tatsumi Nishimura, um importante desenhista de Bijin-ga (arte japonesa de desenhar mulheres) no final do século 19. Tatsumi era famoso por desenhar mulheres do período Edo com grandes cílios e pupilas enevoadas e havia feito alguns desenhos de Tange Sazen, um famoso guerreiro japonês que, apesar de ter apenas um olho e uma perna, tinha uma grande habilidade com a espada. Foi daí que Samura se inspirou para criar o mundo detalhado de Blade usando apenas um lápis preto e muita criatividade. As ilustrações das histórias são únicas e demonstram a profundidade da obra.

Hiroaki Samura colocou em Manji tudo o que pensa sobre como deve ser o herói ideal. Um guerreiro que não revela suas fraquezas para o adversário, mas que ao mesmo tempo também não se acha melhor do que os outros.As armas exóticas e os estilos de luta usados pelos personagens em Blade também são criações do próprio autor.

Blade foi premiado em 1998 com o nono Media Arts Award, um importante prêmio promovido pela agência de cultura, um órgão criado pelo Ministério da Educação do Governo Japonês. Este prêmio foi criado para encorajar e recompensar a criação de trabalhos que se destacam por difundir a cultura e a história do Japão, e no caso dos mangás, por extrapolar os limites da expressão artística. Autores famosos como Shotaro Ishinomori (Cyborg 009), Hayao Miyazaki (Princess Mononoke), Mamoru Oshii (Ghost in the Shell) e Inoue Takehiko (Vagabond) também tiveram a honra de ganhar este prêmio.


Hiroaki samura em sessão de autografos


Texto tirado do site do Blade, pela Conrad.